Tireóide: O que significa estar baixa ou alta?

A tireóide é uma glândula situada na base do pescoço, com cerca de 5 cm de diâmetro e que pesa aproximadamente 15 g. Ela é representada como uma borboleta porque possui duas metades (lobos) que são interligadas por uma parte central (istmo). 

A palavra tireoide deriva do grego thyreos, cujo significado é escudo. É responsável pelo funcionamento das funções vitais, como a frequência dos batimentos cardíacos e da respiração. A glândula é imperceptível e somente pode ser palpável quando há aumento do seu tamanho.

Ela é encarregada da produção de hormônios tireoidianos, e algum desequilíbrio nesse mecanismo pode levar ao hipertireoidismo ou ao hipotireoidismo. Essas enfermidades acometem mais frequentemente as mulheres, principalmente durante a menopausa e no pós-parto. 

  • Hipertireoidismo: Caracteriza-se pela hiperatividade da tireóide. Esse desequilíbrio eleva a concentração dos hormônios e aumenta a velocidade do metabolismo orgânico; 
  • Hipotireoidismo: A glândula tem sua atividade reduzida, provocando uma produção hormonal insuficiente. A consequência é a redução de velocidade do metabolismo.

Causas de problemas na tireóide 

Em mais de 70% dos casos de hipertireoidismo, a causa é a doença de Graves. Trata-se de uma enfermidade autoimune (o organismo volta-se contra si mesmo) que promove a hiperatividade da tireóide. 

Uma particularidade da doença de Graves é que é comum existirem outros casos na família do paciente. Por isso, é importante conhecer o histórico de saúde da sua família.

Sintomas de problemas na tireóide 

Listamos abaixo os principais sintomas de problemas na tireóide. São eles:

  • Hipertireoidismo: Palpitações, irritabilidade, ansiedade, mudanças de humor, sede constante, tremor, cansaço, queda de cabelo, diarréia, modificação no movimento intestinal, fraqueza muscular (parte superiores dos braços e coxa), intolerância ao calor, falta de ar, transpiração intensa, coceira e falta de interesse nas atividades sexuais. 
  • Hipotireoidismo: Pele seca, mudança da voz, queda de cabelo, unha fraca, cansaço, constipação, cãibra, problemas de sono, mudanças no ciclo menstrual, aumento de peso, depressão, ansiedade, declínio de memória e dor articular.  

Quando é a hora de procurar ajuda médica?

Quando a paciente notar a perda da qualidade de vida ou uma modificação de seu estado geral de saúde, pode ser uma mudança dos hábitos intestinais ou na transpiração, por exemplo. 

Tratamentos para problemas na tireóide

Para confirmar o diagnóstico de hipertireoidismo ou hipotireoidismo, o profissional, no caso o ginecologista, solicitará exames de sangue que mostrarão como andam as funções da tireóide. 

Isso se faz por meio de testes chamados TSH, T3 e T4 livre. Caso esses testes confirmem alguma anormalidade, outros exames serão requisitados para investigar a sua origem. O mais comum deles é o ultrassom.

Quanto ao tratamento para essas doenças, ele pode incluir:

  • Hipertireoidismo: Por meio de medicamentos (é a primeira fase do tratamento e visa controlar a produção hormonal), terapia com iodo radioativo (destrói as células da tireóide), cirurgia (tireoidectomia, nos casos mais graves) e betabloqueadores (controlam os batimentos cardíacos, mas não são obrigatórios). O tratamento do hipertireoidismo pode ter como consequência o hipotireoidismo.
  • Hipotireoidismo: O tratamento é simples e dura, geralmente, por toda a vida. A abordagem terapêutica é sempre medicamentosa, ou seja, serão indicados medicamentos para reposição do hormônio.

Artigo escrito pela Dra. Tânia Schupp

Especialista em ginecologia, obstetrícia, medicina fetal e reprodução humana

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