Curetagem uterina: o que é, quando é indicada e qual a relação com a endometriose
Postado em: 05/01/2026

A curetagem uterina é um procedimento ginecológico relativamente comum, mas que ainda gera muitas dúvidas e, muitas vezes, ansiedade em quem recebe essa indicação. Entender o que é, por que pode ser necessária e o que esperar é o primeiro passo para encarar essa situação com mais tranquilidade.
Neste conteúdo, você vai encontrar explicações sobre o procedimento, as situações em que ele costuma ser indicado e também a relação, frequentemente mal compreendida, entre a curetagem e a endometriose.
Resumo rápido
O que é: procedimento que remove tecido do interior do útero.
Quando é indicada: aborto incompleto, sangramento anormal, investigação do endométrio, entre outras situações.
Quando procurar ajuda: sangramento intenso, febre, dor forte ou odor desagradável merecem avaliação imediata.
O que é curetagem uterina?
A curetagem uterina é um procedimento médico que tem como finalidade remover tecido do interior do útero, mais especificamente do endométrio, que é a camada interna que reveste o órgão.
Ela pode ser realizada com duas técnicas principais: a curetagem tradicional, que utiliza um instrumento chamado cureta, e a aspiração uterina, considerada uma alternativa mais moderna. Ambas atuam no mesmo local, mas com abordagens diferentes. A escolha entre elas depende da avaliação médica individualizada.
O procedimento pode ter finalidade diagnóstica, quando o material coletado é enviado para análise laboratorial, ou finalidade terapêutica, quando o objetivo é tratar uma condição identificada.
Quando a curetagem uterina é indicada?
Existem diferentes situações clínicas em que a curetagem pode ser necessária. As mais comuns incluem:
- Aborto espontâneo incompleto: quando partes do tecido gestacional permanecem no útero após a perda da gestação;
- Sangramento uterino anormal: fluxos intensos, prolongados ou fora do padrão habitual que precisam de investigação;
- Investigação do endométrio: quando o exame de imagem identifica alterações na camada interna do útero;
- Presença de pólipos uterinos: estruturas que podem causar sangramento e que precisam ser removidas e analisadas;
- Suspeita de hiperplasia endometrial: espessamento do endométrio que requer avaliação histológica.
Cada uma dessas situações tem suas particularidades, e a indicação deve sempre partir de uma avaliação ginecológica completa.
Qual é a relação entre curetagem uterina e endometriose?
Essa é uma das dúvidas mais frequentes, e também uma das que mais geram confusão.
A endometriose é uma condição em que o tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, em estruturas como ovários, trompas e peritônio. A curetagem uterina atua apenas no interior do útero e, por isso, não trata a endometriose localizada fora dele.
A relação entre os dois temas existe porque mulheres com endometriose podem apresentar sangramento uterino anormal ou outras alterações endometriais que, eventualmente, levam à indicação de curetagem para investigação. Mas o tratamento da endometriose em si costuma envolver outras abordagens, definidas caso a caso pela equipe médica.
Se você recebeu diagnóstico ou suspeita de endometriose, é importante conversar com sua médica sobre qual é o caminho mais adequado para a sua situação.
Como o médico decide se a curetagem é necessária?
A decisão de indicar ou não a curetagem passa por uma avaliação cuidadosa, que geralmente inclui:
- Histórico clínico e queixas da paciente;
- Exame ginecológico completo;
- Exames de imagem, como o ultrassom transvaginal, que permite visualizar o endométrio e identificar alterações estruturais;
- Exames laboratoriais, quando necessário.
A indicação é sempre individualizada. O mesmo sintoma pode ter origens diferentes em pessoas diferentes, e o tratamento mais adequado depende do contexto clínico de cada paciente.
Quais sinais indicam que é importante procurar ajuda médica?
Alguns sinais merecem atenção tanto antes quanto após o procedimento. Procure avaliação médica se perceber:
- Sangramento vaginal intenso ou prolongado;
- Febre acima de 38°C;
- Dor pélvica intensa que não melhora;
- Corrimento com odor desagradável;
- Mal-estar geral persistente.
Esses sinais não significam necessariamente que algo grave aconteceu, mas indicam que uma avaliação é necessária para descartar complicações.
FAQ — Perguntas frequentes
Curetagem uterina é a mesma coisa que aspiração?
Não exatamente. Ambas atuam no interior do útero com objetivo semelhante, mas utilizam técnicas diferentes. A aspiração uterina é considerada uma abordagem mais moderna e, em muitos casos, preferida por ser menos invasiva. A indicação de uma ou outra depende da avaliação médica.
É possível engravidar normalmente após uma curetagem?
Na maioria dos casos, sim. A curetagem, quando bem indicada e realizada, não impede gestações futuras. No entanto, cada situação é única, e o acompanhamento médico após o procedimento é importante para avaliar a recuperação do útero e orientar o planejamento reprodutivo.
Quanto tempo leva para o útero se recuperar?
De forma geral, o organismo leva algumas semanas para se recuperar. O retorno do ciclo menstrual e a cicatrização do endométrio variam de pessoa para pessoa. A ginecologista responsável é quem deve orientar o tempo de repouso e quando retomar as atividades habituais.
Avaliação ginecológica e acompanhamento individualizado
A curetagem uterina é um procedimento com finalidade diagnóstica ou terapêutica bem definida, e sua indicação depende de uma avaliação clínica completa. Compreender o que é, por que pode ser necessária e qual a sua relação com condições como a endometriose ajuda a tomar decisões mais informadas e a reduzir a ansiedade diante de uma indicação médica.
Se você recebeu indicação de curetagem uterina ou está enfrentando sangramento anormal, agende uma consulta com a Dra. Tânia Schupp.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica.
