Coito programado

O coito programado ou introdução de ovulação é um método de fertilização que utiliza medicamentos para estimular a produção de óvulos na mulher, programando a ovulação e aumentando, assim, as chances de engravidar. Uma vez realizado o procedimento, o casal se programa para ter a relação sexual nesse período em que a mulher produz mais óvulos. 

O método normalmente é indicado para casais que não consigam ter filhos por problemas de ovulação, mas que tenham exames comprovando que o sêmen e as tubas uterinas estão normais. E também para mulheres com histórico de raras menstruações ou com síndrome dos ovários policísticos podem apresentar resistência aos medicamentos, não conseguindo estimular os folículos.

Para estimular os ovários e induzir a ovulação, são usados medicamentos administrados a partir do início do ciclo menstrual. Existem dois tipos, os administrados por via oral, como o citrato de clomifeno, ou através de injeções subcutâneas, o caso das gonadotrofinas, que agem diretamente nos folículos do ovário, o local onde o óvulo se desenvolve. A dosagem do remédio é individual, e varia de acordo com fatores como idade, número de folículos ovarianos, peso e altura.

Durante o uso dos medicamentos, é feito um acompanhamento do crescimento folicular por meio de ultrassonografias em série e exames com dosagens hormonais. Assim que os folículos atingem um tamanho considerado adequado, aplica-se a injeção subcutânea do hormônio hCG, que permite que a ovulação ocorra entre 36 e 40 horas depois. Dentro desse período o casal deve ter relações sexuais e, em 15 dias, já é possível fazer o teste de gravidez para verificar se houve sucesso no método.

O tratamento de coito programado, com uso de medicação, dura em média 15 dias e é iniciado no segundo ou terceiro dia do ciclo menstrual, até o dia da relação sexual programada. Após esse período, a mulher já pode realizar o teste de gravidez. Se o resultado for negativo, é possível retomar o tratamento no próximo ciclo menstrual.


É importante ressaltar que os remédios orais são utilizados por cinco dias consecutivos e as injeções são aplicadas por dez dias consecutivos em média, podendo variar entre 8 a 12 dias, de acordo com o ciclo menstrual da mulher. A aplicação da injeção é subcutânea e pode ser feita na região mais gordurosa da barriga ou da coxa, por exemplo, pela própria paciente ou pelo parceiro, já que o processo não é doloroso.

O acompanhamento do crescimento dos folículos é feito com uso de ultrassonografias em série e exames com dosagens hormonais. Depois ele é realizado dia sim e dia não, até o momento da ovulação.

Esse tratamento pode apresentar efeitos adversos nas mulheres, como desconforto abdominal, cólicas leves, inchaço, irritabilidade, dor nas mamas e de cabeça por um tempo.

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