Cerclagem uterina: como é realizada e quais são os riscos?

Postado em: 02/02/2026

Cerclagem uterina: como é realizada e quais são os riscos?

cerclagem uterina é um procedimento que gera muitas dúvidas em gestantes, especialmente naquelas que já vivenciaram perdas gestacionais ou que receberam, durante o pré-natal, a notícia de um colo do útero curto. Saber o que esperar pode ajudar a atravessar esse momento com mais tranquilidade.

Neste conteúdo, você vai entender o que é a cerclagem, em que situações ela costuma ser indicada, como o procedimento é realizado e quais cuidados são importantes depois dele.

O que é cerclagem uterina e por que ela pode ser indicada?

A cerclagem uterina é um procedimento realizado para reforçar o colo do útero durante a gravidez. Ele é considerado quando há risco de que o colo se abra antes do momento certo.

Essa condição pode ser identificada de diferentes formas:

  • Histórico de perdas gestacionais no segundo trimestre;
  • Partos prematuros anteriores sem causa aparente;
  • Colo do útero curto identificado no ultrassom durante o pré-natal;
  • Cirurgias anteriores no colo do útero.

Vale ressaltar que nem toda gestante com colo curto precisará do procedimento; isso depende de uma avaliação criteriosa do histórico clínico e das características da gestação atual.

Como é feita a cerclagem uterina na prática?

O procedimento consiste em colocar um ponto de sutura ao redor do colo do útero, com o objetivo de mantê-lo fechado até que a gravidez chegue a um estágio seguro. É realizado em ambiente hospitalar, sob anestesia, e costuma durar cerca de 30 minutos.

Após o procedimento, a gestante geralmente fica em observação por algumas horas e recebe orientações sobre repouso e sinais de alerta.

Com quantas semanas a cerclagem costuma ser realizada?

O período mais comum para a realização da cerclagem é entre 12 e 14 semanas de gestação, no início do segundo trimestre. No entanto, esse momento pode variar conforme a avaliação médica e em alguns casos pode ser indicado de forma mais urgente.

Quais são os possíveis riscos da cerclagem uterina?

Como qualquer procedimento realizado durante a gravidez, a cerclagem envolve riscos que precisam ser considerados com atenção. Os mais conhecidos incluem:

  • Infecção no colo do útero ou no ambiente uterino;
  • Sangramento após o procedimento;
  • Contrações uterinas nas horas seguintes;
  • Ruptura prematura (bolsa);
  • Reações relacionadas à anestesia.

É importante destacar que complicações graves são raras. A cerclagem é indicada justamente quando os benefícios esperados superam os riscos do procedimento, e essa decisão é tomada pelo obstetra considerando diversos fatores.

Quando procurar o obstetra após a cerclagem?

O acompanhamento pré-natal regular é fundamental após a cerclagem. Além das consultas programadas, alguns sinais pedem atenção imediata:

  • Dor intensa ou persistente no abdômen;
  • Febre;
  • Sangramento vaginal importante;
  • Perda de líquido pela vagina;
  • Contrações regulares antes do tempo esperado.

Diante de qualquer um desses sinais, é importante entrar em contato com o serviço de saúde sem demora. A identificação precoce de complicações faz toda a diferença na segurança da gestação.

FAQ — Perguntas frequentes sobre cerclagem uterina

A cerclagem uterina garante que o bebê não nascerá prematuro?

Não. A cerclagem reduz o risco de parto prematuro em gestantes com indicação específica, mas não oferece garantia total. O resultado depende de vários fatores, e o acompanhamento contínuo durante toda a gestação é essencial.

É possível ter parto normal após a cerclagem?

Na maioria dos casos, sim. O ponto de sutura é retirado próximo ao termo — geralmente entre 36 e 37 semanas — e o parto pode ocorrer por via vaginal, desde que não haja outras contraindicações.

A cerclagem dói durante ou após o procedimento?

O procedimento é realizado sob anestesia, portanto não há dor durante a cirurgia. Após, é comum sentir um desconforto leve ou algumas cólicas, que costumam ser controlados com medicação e repouso conforme orientação médica.

Avaliação individualizada durante a gestação

Cada gestação tem suas próprias características, e a decisão sobre realizar ou não a cerclagem uterina precisa ser tomada com base em uma avaliação completa e cuidadosa. Histórico clínico, exames de imagem e o momento da gestação são fatores que fazem toda a diferença nessa escolha.

Se você recebeu a indicação de cerclagem uterina ou tem histórico de parto prematuro, converse com um obstetra. A Dra. Tânia Schupp é especialista em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal, atendendo na região central da São Paulo. Agende sua consulta!

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação do obstetra.


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