Ultrassom na gravidez: quantos e quando a grávida deve fazer?
Postado em: 30/01/2026

O ultrassom na gravidez é um dos exames mais esperados pelas gestantes e também um dos que mais geram dúvidas. Quantos são necessários? Em que momento de cada trimestre? O que cada um avalia?
A verdade é que a frequência pode variar conforme a evolução de cada gestação. Mas há exames considerados essenciais, realizados em momentos específicos, que fazem parte de um acompanhamento pré-natal regular.
Neste conteúdo, você vai entender o papel do ultrassom em cada fase da gestação, o que ele é capaz de avaliar e como organizar esse cronograma com o seu obstetra.
O que é o ultrassom na gravidez e para que ele serve?
A ultrassonografia é um exame de imagem que utiliza ondas sonoras para visualizar estruturas internas do corpo. Na gestação, ela permite acompanhar o desenvolvimento do bebê, avaliar a placenta, o líquido amniótico e a saúde do útero, tudo isso sem exposição à radiação.
É seguro para a mãe e o bebê, além de fundamental dentro do acompanhamento completo do pré-natal. Mas atenção: ele não substitui as consultas e outros exames essenciais do período gestacional.
Quantos ultrassons são feitos durante a gestação?
Não existe um número fixo válido para todas as gestantes. O cronograma é definido pelo obstetra com base na evolução de cada caso. Ainda assim, há exames padrão que costumam ser indicados em momentos específicos de cada trimestre.
Primeiro trimestre
O primeiro exame geralmente é o ultrassom transvaginal, realizado entre 6 e 10 semanas. Ele tem como objetivo confirmar a localização do embrião no útero, estimar a idade gestacional e identificar o número de fetos. Em gestações de gêmeos, também é possível avaliar se os bebês são univitelinos (mesma placenta) ou bivitelinos / plurivitelinos (placentas diferentes).
Entre 11 e 14 semanas, é realizado o ultrassom morfológico do primeiro trimestre. Esse exame analisa a formação dos órgãos e da estrutura fetal de forma mais detalhada. É nele que se realiza a medida da translucência nucal, uma avaliação do espaço na região do pescoço do bebê que auxilia na investigação de alterações cromossômicas.
Segundo e terceiro trimestres
Entre 20 e 24 semanas, é indicado o ultrassom morfológico do segundo trimestre. Trata-se de uma avaliação ainda mais completa da anatomia fetal, com foco na identificação de alterações estruturais. O exame também avalia o risco de parto prematuro.
Já entre 28 e 32 semanas, o ultrassom obstétrico analisa o crescimento do bebê, a posição da placenta e o volume de líquido amniótico — informações que ajudam o obstetra a planejar as próximas etapas do acompanhamento.
O ultrassom pode identificar alterações na gestação?
Sim, mas com uma ressalva importante: nem todas as alterações são visíveis ao ultrassom, e o exame não substitui outros recursos diagnósticos quando necessário.
O que o exame avalia inclui: a formação dos órgãos fetais, o crescimento do bebê, a quantidade de líquido amniótico e as condições da placenta. Em alguns casos, quando o médico identifica algo que merece investigação mais aprofundada, pode solicitar exames complementares.
A conduta diante de qualquer achado é sempre individualizada e definida pelo obstetra. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento regular.
Quando procurar o obstetra para organizar os ultrassons?
O ideal é iniciar o pré-natal assim que a gravidez for confirmada. Quanto antes o acompanhamento começar, mais organizado será o cronograma de exames e mais tranquila tende a ser a gestação.
Em gestações de alto risco, o número de ultrassons pode ser maior, com intervalos mais curtos entre os exames. Nesses casos, o acompanhamento obstétrico completo é ainda mais importante para garantir a segurança da mãe e do bebê.
Não espere o segundo trimestre para marcar a primeira consulta. Quanto antes, melhor.
FAQ — Perguntas frequentes sobre ultrassom na gravidez
Ultrassom faz mal para o bebê?
O ultrassom é considerado seguro. O exame utiliza ondas sonoras — não radiação — e não há evidências de risco ao bebê em condições corretas de uso.
Preciso fazer ultrassom todos os meses?
Não necessariamente. Em gestações sem complicações, os exames costumam ser solicitados em momentos específicos de cada trimestre. A frequência mensal não é obrigatória e deve ser avaliada pelo obstetra.
Ultrassom 3D e 4D é obrigatório?
Não. O ultrassom em 3D e 4D não é obrigatório, mas pode complementar a avaliação em situações específicas e proporcionar uma visualização mais detalhada do bebê.
Acompanhamento pré-natal
O ultrassom é uma peça importante do pré-natal, mas é apenas uma parte de um acompanhamento muito mais amplo. Consultas regulares, exames laboratoriais, avaliação clínica e orientações formam o conjunto que garante uma gestação mais segura.
Se você está grávida ou planejando engravidar, converse com um especialista em Obstetrícia para organizar seu cronograma de exames desde o início. Um acompanhamento estruturado faz toda a diferença para a mãe e o bebê.
A Dra. Tânia Schupp, especialista em ginecologia, obstetrícia e medicina fetal atende na região central de São Paulo. Agende sua consulta.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica.
