Curetagem uterina: o que é, como é feita e quais os cuidados na recuperação

Postado em: 09/02/2026

Curetagem uterina: o que é, como é feita e quais os cuidados na recuperação

A curetagem uterina é um procedimento ginecológico utilizado para a remoção de tecido da cavidade uterina, com finalidade diagnóstica ou terapêutica. Ela pode ser necessária em casos de sangramento uterino anormal, aborto espontâneo ou alterações do endométrio que exigem investigação ou tratamento.

Trata-se de uma técnica comum na prática ginecológica, considerada segura quando bem indicada e executada por profissional habilitado, em ambiente adequado. A recuperação costuma ser previsível e envolve cuidados simples e acompanhamento médico.

Ao longo deste conteúdo, você vai entender quando a curetagem uterina é recomendada, como o procedimento é realizado e quais cuidados são essenciais durante a recuperação.

O que é a curetagem uterina e quando ela é indicada?

A curetagem uterina é recomendada quando há necessidade de esvaziar a cavidade uterina ou obter material para análise, seja para controle de sintomas, prevenção de complicações ou esclarecimento diagnóstico.

A definição da conduta ocorre após avaliação clínica individualizada, considerando os sintomas apresentados, os achados dos exames de imagem e o histórico ginecológico da paciente.

As principais situações que podem justificar a indicação incluem:

  • Abortamento incompleto, com retenção de tecido no útero;
  • Sangramento uterino anormal sem causa identificada após investigação inicial;
  • Pólipos endometriais, em situações selecionadas;
  • Alterações do endométrio, como hiperplasia ou suspeita de câncer de endométrio, para confirmação diagnóstica.

Nem toda alteração ginecológica exige curetagem. Sempre que possível, são avaliadas opções menos invasivas, e a escolha da abordagem deve equilibrar riscos, benefícios e o contexto clínico de cada paciente.

Como a curetagem uterina é realizada?

Embora seja um procedimento cirúrgico, a curetagem uterina costuma ser rápida, segura e bem tolerada quando indicada corretamente e feita em ambiente apropriado.

Anestesia

A paciente é submetida à anestesia local ou geral, conforme a indicação clínica, garantindo conforto e ausência de dor durante o procedimento.

Dilatação do colo do útero

O colo uterino é dilatado de forma cuidadosa para permitir a introdução dos instrumentos necessários, reduzindo o risco de lesões.

Remoção do tecido uterino

O conteúdo da cavidade uterina é retirado com o auxílio de uma cureta ou por sistema de aspiração, de maneira controlada e segura.

Técnicas modernas

Em situações específicas, pode ser indicada a Aspiração Manual Intrauterina (AMIU), técnica menos invasiva, associada a menor trauma uterino e recuperação mais rápida.

Após o procedimento, a paciente permanece em observação por algumas horas e, na maioria dos casos, recebe alta no mesmo dia.

Recuperação após a curetagem: o que esperar

A recuperação pós-curetagem costuma ocorrer sem intercorrências quando as orientações médicas são seguidas. Nos primeiros dias, podem surgir:

  • Sangramento leve a moderado;
  • Cólicas semelhantes às menstruais;
  • Cansaço, especialmente nas primeiras 24 a 48 horas.

Entre as orientações mais frequentes, estão:

  • Repouso relativo nos primeiros dias;
  • Uso de absorvente externo, evitando coletor menstrual;
  • Evitar esforços físicos intensos por curto período;
  • Retorno gradual às atividades, conforme orientação médica.

A liberação para atividade física e atividade sexual varia de acordo com cada caso e deve ser definida na consulta de retorno.

Quais são os riscos da curetagem uterina?

Quando indicada corretamente e realizada por profissional experiente, a curetagem uterina é considerada um procedimento seguro. Ainda assim, como toda intervenção médica, envolve riscos raros.

Entre os principais, destacam-se:

  • Perfuração uterina, geralmente associada a condições específicas;
  • Infecção, especialmente se houver contaminação bacteriana;
  • Formação de aderências intrauterinas, mais frequente após procedimentos repetidos.

Sinais de alerta

Procure avaliação médica imediata se surgirem:

  • Febre persistente;
  • Dor intensa ou progressiva, que não melhora com analgésicos;
  • Sangramento excessivo ou prolongado;
  • Corrimento vaginal com odor forte.

A identificação precoce desses sinais é fundamental para prevenir complicações.

Curetagem uterina e endometriose: existe relação?

Essa é uma dúvida comum. A curetagem uterina não é um tratamento para endometriose. A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, podendo acometer ovários, trompas, intestino ou outras estruturas pélvicas.

A curetagem pode ter papel indireto, principalmente na investigação de sangramentos uterinos que podem coexistir com a doença. O tratamento da endometriose envolve, em geral, terapia hormonal e, em alguns casos, cirurgia laparoscópica, sempre com abordagem individualizada.

Perguntas frequentes sobre curetagem uterina

A seguir, esclarecemos as dúvidas mais comuns sobre o procedimento e seus possíveis efeitos no organismo.

A curetagem uterina pode afetar a fertilidade?

Na maioria dos casos, não. Quando realizada de forma adequada, a curetagem não compromete a fertilidade. Complicações como aderências são incomuns e podem ser prevenidas com acompanhamento médico.

Quanto tempo após a curetagem é possível engravidar?

O intervalo varia conforme a indicação do procedimento e a recuperação do endométrio. Em geral, recomenda-se aguardar alguns ciclos menstruais, conforme orientação da ginecologista.

É normal atraso menstrual após a curetagem?

Sim. O ciclo menstrual pode levar algumas semanas para se regularizar. Caso o atraso seja prolongado ou venha acompanhado de outros sintomas, é importante procurar avaliação ginecológica.

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