Vaginose bacteriana: sintomas, tratamento e como diferenciar da candidíase

Postado em: 25/02/2026

Vaginose bacteriana: sintomas, tratamento e como diferenciar da candidíase

A vaginose é uma das causas mais comuns de corrimento vaginal com odor forte, especialmente após a relação sexual. Esse cheiro característico é um sinal de desequilíbrio da flora vaginal — ou seja, uma alteração na quantidade das bactérias que vivem naturalmente na vagina. 

Apesar de causar desconforto e preocupação, a vaginose bacteriana tem tratamento simples quando diagnosticada corretamente. 

Entender os sintomas da vaginose, saber diferenciá-la de outras infecções e buscar avaliação médica são passos fundamentais para evitar complicações e garantir o tratamento adequado. Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas sobre o assunto!

O que é vaginose bacteriana?

A vaginose bacteriana é uma condição causada pelo desequilíbrio da microbiota vaginal. 

A vagina saudável é predominantemente composta por bactérias “boas”, chamadas lactobacilos, que ajudam a manter o pH ácido e impedem o crescimento excessivo de outros microrganismos. Quando há redução desses lactobacilos, ocorre a proliferação de bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis, levando ao quadro de vaginose. 

Diferente do que muitas pessoas pensam, não se trata de uma infecção sexualmente transmissível (IST), mas sim de uma alteração do ecossistema vaginal. Ela pode ocorrer em mulheres de diferentes idades, sendo mais frequente na fase reprodutiva. 

Alguns fatores estão associados ao seu desenvolvimento, como:

  • Múltiplos parceiros sexuais;
  • Uso frequente de duchas vaginais;
  • Alterações hormonais;
  • Redução natural dos lactobacilos;
  • Alterações do sistema imunológico.

O que causa a vaginose bacteriana?

A principal causa da vaginose bacteriana é o desequilíbrio entre as bactérias protetoras da vagina (lactobacilos) e as bactérias anaeróbias, como a Gardnerella vaginalis. 

Esse desequilíbrio altera o pH vaginal, tornando-o menos ácido e favorecendo o crescimento excessivo dessas bactérias.

É importante reforçar que a vaginose não é considerada uma IST. No entanto, a atividade sexual pode influenciar o equilíbrio da flora vaginal, especialmente quando há troca frequente de parceiros ou ausência de preservativo.

O uso de duchas vaginais também é um fator importante, pois interfere diretamente na proteção natural da vagina, removendo bactérias benéficas e facilitando o crescimento de microrganismos indesejados.

Quais são os sintomas da vaginose?

Os sintomas da vaginose podem variar, e algumas mulheres são assintomáticas. No entanto, alguns sinais mais característicos são:

  • Corrimento vaginal acinzentado, esbranquiçado ou amarelado, geralmente fluido;
  • Odor forte e desagradável, frequentemente descrito como cheiro de “peixe”, mais intenso após a relação sexual;
  • Ardor ou leve irritação vaginal;
  • Desconforto ao urinar.

Diferente de outras infecções vaginais, a coceira intensa não costuma ser o sintoma principal. Muitas vezes, o quadro é identificado apenas durante consulta ginecológica de rotina.

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Como é feito o tratamento?

O diagnóstico é feito por meio da avaliação clínica, exame ginecológico e, quando necessário, exames complementares. 

O Papanicolau pode sugerir alterações da flora vaginal, mas o diagnóstico é essencialmente clínico.

O tratamento da vaginose bacteriana é simples e geralmente envolve antibióticos prescritos pela ginecologista. Eles podem ser administrados por via oral (comprimidos) ou por via vaginal (cremes ou óvulos).

O tempo de uso costuma variar entre 7 e 10 dias, conforme o medicamento escolhido. É fundamental seguir corretamente a prescrição médica e não interromper o tratamento antes do prazo indicado, mesmo que os sintomas desapareçam.

Quando não tratada, a vaginose pode aumentar o risco de complicações, especialmente em gestantes e em mulheres com imunidade comprometida.

Vaginose vs. candidíase: qual a diferença?

É comum haver confusão entre vaginose bacteriana e candidíase, pois ambas causam corrimento vaginal. No entanto, são condições diferentes, com causas e tratamentos distintos.

Enquanto a vaginose é causada por desequilíbrio bacteriano, a candidíase é provocada por fungos, geralmente do gênero Candida. 

Abaixo, veja uma comparação simples!

CaracterísticaVaginose bacterianaCandidíase
OdorForte, desagradável, mais intenso após relaçãoGeralmente ausente
CorrimentoFluido, acinzentado ou amareladoEspesso, branco, aspecto de “leite coalhado”
CoceiraLeve ou ausenteIntensa
CausaDesequilíbrio bacterianoInfecção fúngica
TratamentoAntibióticosAntifúngicos

Essa diferenciação é essencial para evitar o uso inadequado de medicamentos.

Quais são boas dicas para o tratamento e prevenção?

Além do uso correto da medicação prescrita, alguns cuidados ajudam tanto na recuperação quanto na prevenção de novos episódios:

  • Utilizar preservativo durante as relações sexuais;
  • Evitar duchas vaginais;
  • Preferir calcinhas de algodão;
  • Evitar sabonetes perfumados na região íntima;
  • Optar por sabonetes íntimos adequados ou apenas água e sabão neutro;
  • Evitar banhos de espuma;
  • Manter acompanhamento ginecológico regular.

Manter hábitos simples e respeitar a fisiologia vaginal são medidas importantes para preservar a flora saudável.

Quais são os riscos da vaginose?

Na maioria dos casos, a vaginose bacteriana não causa complicações graves. No entanto, quando não tratada, pode aumentar o risco de:

  • Doença inflamatória pélvica;
  • Maior susceptibilidade a infecções sexualmente transmissíveis;
  • Complicações na gestação, como parto prematuro.

Por isso, mesmo sendo considerada uma condição comum e tratável, ela não deve ser negligenciada.

Dúvidas frequentes

Algumas perguntas são comuns no consultório ginecológico. Confira!

A vaginose pode voltar após o tratamento?

Sim. Algumas mulheres apresentam recorrência, especialmente se os fatores predisponentes persistirem.

Meu parceiro precisa se tratar?

Em geral, não é necessário tratamento do parceiro em casos de vaginose bacteriana, pois não se trata de uma IST clássica.

Posso ter vaginose mesmo sem sintomas?

Sim. Muitas mulheres são assintomáticas, e o diagnóstico pode ser feito durante consulta de rotina.

A vaginose interfere na fertilidade?

Quando tratada adequadamente, não costuma causar impacto na fertilidade. No entanto, quadros recorrentes e não tratados podem aumentar o risco de complicações ginecológicas.

Agende sua consulta 

A vaginose tem tratamento simples, mas os sintomas não devem ser ignorados e o cuidado deve ser sempre orientado por uma especialista, para confirmar o diagnóstico e fornecer instruções apropriadas.

Se você suspeita de vaginose ou qualquer outra infecção, agende uma consulta com a Dra. Tânia Schupp para o tratamento adequado! Atendimento humanizado, diagnóstico preciso e orientação individualizada fazem toda a diferença para a sua saúde íntima. 


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