Quando fazer perfil biofísico fetal?

O perfil biofísico fetal (PBF) é um exame ultrassonográfico solicitado pelo obstetra geralmente no terceiro trimestre de gravidez (a partir de 34 semanas). O exame nos permite avaliar o bem-estar do bebê, relacionado à oxigenação do sistema nervoso central do feto.

São avaliados alguns parâmetros como volume do líquido amniótico, movimento respiratório fetal, movimento fetal e tônus fetal. Para cada variável analisada do PBF atribuímos notas que no final auxiliarão no diagnóstico precoce de sofrimento fetal.

Este exame é indicado em casos específicos, principalmente nas gestações de alto risco que cursam com diabetes gestacional ou pré-eclâmpsia.

Como é realizado o exame de perfil biofísico fetal?

O perfil biofísico fetal é feito da mesma forma que um ultrassom tradicional. A paciente deita em uma maca, sendo aplicado gel em seu abdômen, as imagens são captadas conforme movimento do aparelho, em busca da posição do feto o útero materno. 

Caso combinado com o exame de cardiotocografia, uma faixa com sensores é colocada no abdômen materno, para medir os batimentos cardíacos fetais. Além disso, é dado à gestante um pequeno botão que deve pressionar toda vez que sentir o feto se mover.

Para que serve o perfil biofísico fetal?

Com a realização do perfil biofísico fetal, o obstetra pode identificar os seguintes parâmetros:

  • Tônus fetal: A posição da cabeça e do tronco, flexão adequada, abertura e fechamento das mãos, movimentos de sucção, fechamento e abertura das pálpebras, por exemplo;
  • Movimento do corpo do feto: Como rotação, estiramento, movimentos do tórax;
  • Movimentos respiratórios do feto: Demonstram se o desenvolvimento respiratório é adequado, o que está relacionado com a vitalidade do bebê;
  • Volume do líquido amniótico: Pode estar diminuído (oligodrâmnio) ou aumentado (polidrâmnio).

Resultado do perfil biofísico fetal

Cada parâmetro avaliado, em um período de 30 minutos, recebe a pontuação de 0 a 2, sendo que o resultado total de todos os parâmetros é dado com as seguintes notas:

  • Pontuação de 8 ou 10 – indica exame normal, com fetos saudáveis e com baixo risco de asfixia;
  • 6 – indica teste suspeito, com possível asfixia fetal, devendo-se repetir o teste dentro de 24 horas ou indicar interrupção da gestação; 
  • 0, 2 ou 4 – indica alto risco de asfixia fetal;

A partir da interpretação destes resultados, o médico poderá identificar de forma precoce alterações que podem colocar em risco à vida do bebê, podendo-se realizar o tratamento de forma mais breve, o que pode incluir a necessidade de parto prematuro.

Artigo escrito pela Dra. Tânia Schupp

Especialista em ginecologia, obstetrícia, medicina fetal e reprodução humana

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